Eu lembro quando era guri, meu vizinho chegando com essa álbum ( na época não era lançamento obvio kkkkk ) acredito que fim dos anos 80 início dos 90 ( 91,92 no máximo, realmente não lembro),
Lembro de ter achado muito estranho o disco, pois estava muito acostumado com o live after death, realmente soou muito diferente o disco, principalmente Aces High e o clássico The Rime Of The Ancient Mariner, escutamos pra caralho esse disco, realmente um dos melhores do Iron, não é o meu preferido, mas esse com certeza em muitas listas é considerado o MELHOR disco do Iron Maiden.
Lembro que meu vizinho depois fez uma troca no vinil do powerslave pelo ultimo do Megadeth ( na época - Rust in piece ) ... mas ai já é outra história ...
Erik
A turnê de "Piece Of Mind" foi decisiva para consolidar não apenas o nome
Iron Maiden,
com uma excursão rentável em grandes arenas com 139 shows em sete meses
- muitos nos Estados Unidos -, mas também a nova formação, com Nicko
McBrain na bateria. O novo disco, então, tinha duas opções. Ou seria
definitivo, ou afundaria de vez uma tendência.
Felizmente para o
Iron Maiden,
"Powerslave" superou todos os trabalhos passados. A inspiração
transborda em todos os quesitos: riffs, solos, melodias, linhas de
baixo,
bateria, vocalizações e principalmente as letras, que contam com uma
temática mais épica e abordagem de guerras, batalhas, histórias de
faraós e por aí vai. É como se a fórmula de "Piece Of Mind" tivesse
evoluído e ganhado aspectos de enormidade.
A abertura com a pedrada "Aces High", clássico indiscutível da carreira do Maiden, tem como destaque as
guitarras poderosas e uma das melhores performances da carreira do vocalista
Bruce Dickinson.
"2 Minutes To Midnight" tem uma gama de riffs incrível, além de um
refrão sensacional e muito dinamismo, especialmente na parte em que o
ritmo cai um pouco, no miolo da canção. Ambas as faixas iniciais de
"Powerslave" foram lançadas como singles de divulgação.
A
instrumental "Losfer Words (Big ’Orra)" dá sequência com um clima
egípcio típico. A seguir, uma trinca de tirar o fôlego. A precisão
cirúrgica da dupla Adrian Smith e Dave Murray é notável na faixa "Flash
Of The Blade". Só dá
Bruce Dickinson
nos refrães. A pesada "The Duellists" tem a bateria de Nicko McBrain
como destaque. Na sequência, a boa música "Back In The Village" tem
ligação direta com "The Prisoner", do álbum "The Number Of The Beast".
O tempo de duração das canções aumenta no fim. A faixa título é um clássico incontestável de sete minutos composto por
Bruce Dickinson.
Os vocais levemente sombrios do cantor dão o ar de interpretação ideal à
letra, que fala sobre um faraó que passa a se sentir um deus após a
morte de seu pai mas ao mesmo tempo é refém do próprio poder. A
construção melódica e a performance instrumental são geniais.
A
épica "The Rime Of The Ancient Marineer", incontestavelmente uma das
prediletas dos fãs - mesmo com seus mais de 13 minutos de duração -,
cativa qualquer fã de heavy metal. A canção conta com inúmeras variações
rítmicas, instrumental rebuscado, composição lírica invejável e mais um
show do inspirado
Bruce Dickinson. Um petardo.
Não
é apenas pelo sucesso que "Powerslave" conquistou, com um segundo lugar
nas paradas britânicas e uma turnê ainda maior que a anterior (187
shows em 10 meses). O
Iron Maiden
evoluiu e ficou rebuscado nesse disco. O flerte ideal com o progressivo
ainda é procurado pela banda nos dias de hoje, com os recentes - e
enfadonhos - lançamentos. Um dos trabalhos mais influentes do heavy
metal, sem sombra de dúvidas.
Bruce Dickinson (vocal)
Dave Murray (guitarra)
Adrian Smith (guitarra)
Steve Harris (baixo)
Nicko McBrain (bateria)
01. Aces High
02. 2 Minutes To Midnight
03. Losfer Words (Big ’Orra)
04. Flash Of The Blade
05. The Duellists
06. Back In The Village
07. Powerslave
08. Rime Of The Ancient Mariner
Fonte: whiplash.net